Coreia do Sul X Japão: a vida como ela é no comércio internacional (acorda Brasil!)

Paula Gaia e Uallace Moreira, publicado no blog do autor – Faz quase um ano que o Japão impôs restrições às exportações para a Coreia do Sul, principalmente em relação aos materiais de alta tecnologia usados na fabricação de chips, o pilar econômico da Coreia, com a Samsung.

Diante desse cenário e considerando a trajetória histórica de conflitos entre os dois países, como resultado do passado colonial japonês sobre a Coreia, o governo coreano interpretou essa atitude como uma retaliação a um veredicto emitido em 2018 por um tribunal de Seul, que ordenou que algumas empresas japonesas compensassem vítimas coreanas de trabalho forçado durante a colonização japonesa na Coreia.

Os dois maiores fabricantes de chips da Coreia, Samsung Electronics e SK hynix, e fabricantes de painéis de tela como Samsung Display e LG Display, foram alertados dos riscos, dado que essas empresas compravam mais de 90% de seus fotorresistentes e mais de 40% de seu gás de corrosão no Japão.

Qual a resposta da Coreia? O governo, em associação com as chaebols coreanas, tomaram medidas rápidas para fortalecer a indústria de materiais, com a SK Materials suprindo a oferta para a Samsung e SK hynix. Samsung e SK hynix testaram com sucesso o material coreano em suas fábricas, apontando para a possibilidade de superar a dependência de oferta externa desses materiais.

Essa situação fica mais clara quando levamos em consideração um discurso recente de Kim Jong-hoon, presidente do conselho de inovação da SK, o qual afirmou que a empresa precisa ter um “espírito inovador” como forma de combater a incerteza comercial induzida por coronavírus na Coreia e no exterior.

Além do mais, as políticas que estão envolvidas no “New Deal” coreano, com a finalidade de combater a crise internacional e o desemprego, investindo 76 trilhões de won (aproximadamente US$ 62 bilhões) nos próximos cinco anos em indústrias digitais e verdes, a fim de promover um crescimento sustentável e manter a Coreia na fronteira tecnológica.

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