5 FATOS SOBRE A REVOLUÇÃO DO IÊMEN QUE A MÍDIA NÃO TE CONTA

Luã Reis – Iniciada na esteira da “Primavera Árabe”, a Revolução do Iemem ganhou notoriedade pelos massacres realizadas pela coalização liderada pela Arábia, com suporte dos EUA, do Reino Unido, da França e de Israel. O envolvimento desse bloco de países é apresentado como uma espécie de resposta a uma suposta participação do Irã no conflito. No entanto, pouco se diz além disso sobre esse teórico apoio iraniano, que nunca foi provado, menos ainda foi dito sobre a disputa política travada internamente. Alguns fatos de uma questão que vai muito além do noticiado:

1 – A REVOLTA IEMENITA É POPULAR

Os oponentes do movimento “Houtis” afirmam que a tomada do poder se deu através de um “golpe de Estado ilegal.” A derrubada da ditadura assassina de Saleh contou com a participação de milhões de pessoas, sendo chamada corretamente pelo povo iemenita de Revolução de 21 de Setembro. A data é celebrada anualmente na ruas de Sana, Aden e as cidades do país, mesmo com a repressão da coalização. Com a aproximação da data, ocorrerão novos festejos (e provavelmente novos ataques estrangeiros)

2 – OS MOTIVOS REAIS DO MOVIMENTO “HOUTIS”

Os revolucionários, os “Houtis”, assinaram o Acordo pela Paz e Unidade Nacional em 21 de setembro de 2014, que estabeleceu uma República democrática, ao mesmo tempo garantindo os direitos das mulheres e da juventude. As mulheres tem representação no parlamento acima da média regional. Um regime totalmente distinto da monarquias do Golfo. As iemenitas tem mais direitos que as sauditas, que vivem sob um apartheid plenamente tolerado pelo ocidente.

3 – A REVOLTA CONTA COM VÁRIOS ATORES POLÍTICOS

A mídia hegemônica ocidental, propagandistas dos EUA, Arábia Saudita e Israel, geralmente atribuem o rótulo de “Houtis” a todas as forças lutando contra o ataque e invasão da Coalização. No entanto, os “Houtis” são apenas um dos movimentos armados que lutam contra a agressão externa. A esmagadora maioria do Exército regular apoia o movimento. Partidos políticos, de direita e de esquerda, também contam com milícias armadas contra a invasão. Há certa esquizofrenia midiática: tratam os “Houtis” como um grupo guerrilheiro, que realiza emboscadas, no entanto, noticiam os ataques com mísseis balísticos contra o território saudita. Ora, é uma guerrilha ou um exército regular? De fato, são os dois, e tudo é a esmagadora maioria do povo do Iemem.

4 – A RESTAURAÇÃO DA SEGURANÇA E UNIDADE NACIONAL

O Governo de Salvação Nacional garantiram a segurança ao estabelecer uma república que ouve os diferentes atores envolvidos. Claro que não há espaço nessa conciliação para os jihadistas do ISIS e da Al Qaeda, que, como sempre, são apoiados, armados e financiados pela Arábia Saudita, EUA e Israel. O envolvimento explícito desses agressores estrangeiros se deveu ao sucesso das forças populares do Iemem em derrotar esses terroristas mercenários, os agentes proxys do Ocidente.  

5 – VITÓRIA NO HORIZONTE

Metade dos novos casos de cólera no mundo acontece no Iemem. O bloqueio imposto pelos sauditas sobre o portos iemenitas gera desabastecimento, miséria, fome e morte, como denunciou até mesmo a ONU. No entanto, a Revolução do Iemem resiste e avança. A Coalizão Arábia Saudita – EUA – Israel é mais bem armada e tem um orçamento ilimitado, no entanto colecionam derrotas humilhantes. Não adiantou o Rei saudita dar carta branca para seus soldados cometerem atrocidades. As tropas da coalização são boas em massacrar civis, mas fogem desesperados no avanço da resistência popular (uma tática aprendida com os sionistas talvez). A vitória da Revolução do povo do Iemem é inevitável.

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