Hoje na História: o encontro secreto entre Hitler e os “empresários” do país

Em 20 de Fevereiro de 1933, um encontro secreto foi realizado por Adolf Hitler e 20 a 25 industriais na residência oficial do Presidente do Reichstag Hermann Göring em Berlim. O seu objetivo era arrecadar fundos para a campanha eleitoral do Partido Nazista. O que esse encontro pode nos ensinar sobre o fascismo?

À época, Hitler precisava alcançar uma maioria de dois terços para conseguir aprovar a Lei de Concessão de Plenos Poderes, para isso pretendia juntar cerca de três milhões de Reichsmarks. Um Estado Fascista é aquele que foi dominado totalmente pelas necessidades de desenvolvimento do capital.

Primeiro Hermann Göring fez um breve discurso no qual enfatizou a importância da atual campanha eleitoral. Em seguida, Hitler apareceu e fez um discurso de noventa minutos. Ele elogiou o conceito de propriedade privada e argumentou que o Partido Nazista seria a única salvação da nação contra a ameaça comunista.

O capitalismo, por natureza, exige a submissão de uma parte da sociedade à outra. Destarte, as contradições sociais contemporâneas resultam da necessidade que a burguesia tem de conservar – diariamente -, por meio da especialização da criminalização da classe trabalhadora (através do machismo, racismo, criminalização da pobreza etc.), as condições básicas de desigualdade necessárias à estabilização das melhores condições de vida para o desenvolvimento ininterrupto do capital. “Com ele ocorre o mesmo que com o conquistador do mundo, que, com cada novo país, conquista apenas mais uma fronteira a ser transposta”¹.

De sorte que, “opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre por uma transformação revolucionária da sociedade inteira”, como Marx evidenciou no Manifesto Comunista.

Portanto, este dia da história nos ensina sobre os perigos de uma sociedade dominada apenas pelo capital. Por consequência, nos ensina também sobre os perigos das palavras de ordem que reivindicam o “Estado Mínimo”, as “Privatizações” etc. O único caminho capaz de oferecer um futuro soberano passa pelas palavras de ordem que reivindicam o “Fim do Capitalismo” e “O fim do Liberalismo”, posto que desta forma propõem, realmente, a resolução das raízes das contradições sociais e, consequentemente, do fascismo.

¹ O Capital, Karl Marx

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