Hoje na História: Samora Machel, revolucionário socialista moçambicano, morre em um acidente de avião suspeito

Via Redfish

Neste dia, em 1986, Samora Machel, revolucionário socialista, líder da independência contra o colonialismo português e primeiro presidente de Moçambique, foi morto num acidente de avião – suspeito – na África do Sul, que muitos acusam o governo racista do apartheid sul-africano de ter orquestrado.

Machel era um marxista-leninista e ajudou a liderar a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) na luta contra o colonialismo e pela independência do país em relação a Portugal. Em 25 de Junho de 1975 proclamou a “independência total e completa de Moçambique e a sua constituição para a República Popular de Moçambique”. O governo nacionalizou rapidamente a terra, a saúde e a educação e outros sectores essenciais para redistribuir e prover ao povo.

No início de 1981, a CIA conspirou para assassinar Machel e outros políticos e foi acusada pelo governo moçambicano de se preparar para apoiar um golpe contra o governo marxista com a ajuda do governo sul-africano do apartheid. O governo sul-africano racista terá apoiado os rebeldes moçambicanos de direita para levar a cabo atrocidades e paralisar a economia a fim de minar a independência do país e o governo, o que eles consideravam uma ameaça. Um relatório minoritário solicitado pela União Soviética sugeriu que o avião de Machel foi intencionalmente atraído para fora da rota por um farol de navegação por rádio engodo criado pelos sul-africanos, levando o avião a despenhar-se em solo sul-africano.

“A sua vida continua naqueles que prosseguem a revolução”.

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