Hoje na história: A Revolução antifascista em Portugal

Via Redfish

Hoje é o aniversário da Revolução Portuguesa de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos.⁠

Neste dia de 1974, a ditadura fascista portuguesa de 40 anos foi derrubada, dando início à democracia parlamentar e ao fim das guerras coloniais de Portugal na África, levando à independência de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. ⁠

Enquanto centenas de milhares de pessoas se tornaram politicamente ativas e os trabalhadores assumiram suas fábricas e fazendas, a derrubada do regime não só levou à queda do Império Português, mas trouxe Portugal à beira de uma revolução socialista, trazendo o socialismo de volta ao agenda na Europa pela primeira vez em décadas.⁠

Sinalizados pela execução da popular canção antifascista “Grândola, Vila Morena”, militares de esquerda e soldados do Movimento das Forças Armadas moveram-se contra a ditadura fascista. O golpe militar teve apoio quase universal entre os pobres e a classe trabalhadora, que saíram às ruas em massa para comemorar a derrubada. Mulheres enfrentavam soldados nas ruas de Lisboa e colocavam cravos no cano das armas. Soldados anteriormente aliados da ditadura trocaram de lado em massa.⁠

A derrubada da ditadura foi uma conquista incrível e abriu caminho para o estabelecimento de direitos políticos básicos, a nacionalização de grande parte da economia e a reforma agrária. Houve uma relação importante entre os movimentos de libertação nacional nas colônias de Portugal e o movimento revolucionário dentro do próprio Portugal. As guerras anticoloniais pela independência de Portugal desempenharam um papel importante no desencadeamento de uma crise revolucionária em Portugal, à medida que centenas de milhares de soldados se radicalizavam e a brava resistência anticolonial inspirou a esquerda portuguesa. Por sua vez, a Revolução dos Cravos acabou com a resistência portuguesa à descolonização e abriu caminho para a independência.⁠

O revolucionário moçambicano Joaquim Chissano disse: “O 25 de Abril é visto como um grande dia, um dia histórico que viu a queda do fascismo e contribuiu para a liberdade de todos os nossos povos”.

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