Hoje na História: o massacre de argelinos em Paris

O massacre de Paris de 1961 ocorreu em 17 de outubro de 1961, durante a Guerra da Argélia (1954-1962). Sob as ordens do chefe da polícia parisiense, Maurice Papon (que colaborou com o regime nazista durante a IIGM), a Polícia Nacional francesa atacou uma manifestação de 30.000 argelinos pró Frente de Libertação Nacional (FLN). Após 37 anos de negação e censura da imprensa, em 1998 o governo francês finalmente reconheceu 40 mortes, embora existam estimativas de 100 a 300 vítimas. A morte ocorreu devido a espancamentos violentos da polícia, bem como a afogamentos em massa, quando os policiais atiraram manifestantes no rio Sena.

O massacre foi intencional, conforme comprovado pelo historiador Jean-Luc Einaudi, que ganhou um julgamento contra Papon em 1999 (Papon foi condenado em 1998 por crimes contra a humanidade por seu papel sob o regime colaboracionista de Vichy durante a Segunda Guerra Mundial). A documentação oficial e relatos de testemunhas oculares dentro do departamento de polícia de Paris sugerem que Papon dirigiu pessoalmente o massacre. Os registros policiais mostram que ele pediu que os policiais de uma delegacia fossem “subversivos” ao reprimir as manifestações e garantiu-lhes proteção contra a acusação caso participassem.

Quarenta anos após o massacre, em 17 de outubro de 2001, Bertrand Delanoë, o prefeito socialista de Paris, colocou uma placa em memória do massacre na Pont Saint-Michel. Quantos manifestantes foram mortos ainda não está claro. Na ausência de estimativas oficiais, a placa comemorativa do massacre diz: “Em memória dos muitos argelinos mortos durante a repressão sangrenta da manifestação pacífica de 17 de outubro de 1961”.

Os eventos foram documentados por uma série de fotografias.

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