Hoje na História: aniversário do gigante Evo

Via Granma

Hoje comemoramos o 61º aniversário de Evo Morales. Evo nasceu na vila de Isallavi, a 3783 m acima do nível do mar. Em 2012, a população do povoado era de 33 habitantes.

Com a chegada ao poder em 2006, a Bolívia se tornou uma das nações que mais têm crescido em toda a América do Sul.

Bolívia pré Evo

Um comentário oportuno do jornal mexicano La Jornada lembra como na Bolívia alguns donos de capital exploraram os índios aymaras e quíchuas, guaranis e outros povos indígenas, grupos étnicos que compõem o universo boliviano e viram como seus direitos mais simples foram desrespeitados.

O texto do jornal afirma que 90% da população rural vivia na pobreza, de modo que esta nação, juntamente com Honduras e Haiti, formava uma tríade de futuro incerto, com os piores índices de desenvolvimento humano da região. Ao mesmo tempo, empresas que antes eram públicas após a chegada ao poder dos governos oligárquicos desde 1952, tornaram-se privadas e os presidentes no poder fizeram fortuna hipotecando o bem-estar das pessoas e bens que deveriam proteger, não desviar.

No entanto, como indica o especialista Darío Restrepo em um estudo realizado pela Universidade Nacional da Colômbia, com a chegada ao poder de Morales, um programa contrário ao vigente começou nos últimos 20 anos.

«(…) em vez de democracia representativa exclusiva, quero reivindicar o poder para as comunidades, povos e organizações indígenas, camponesas e populares; em vez de reivindicar ser o presidente de uma Bolívia moderna, ocidental e liberal, expressou o anseio por uma Bolívia multinacional, crítica do ‘Estado colonial’ e da democracia liberal e burguesa», enfatiza.

Bolívia com Evo

Segundo o jornal chileno La Tercera, nos últimos 12 anos a economia boliviana cresceu 4,9% ao ano, superando em muito a média regional de 2,7% e triplicando seu PIB de 11,5 bilhões de dólares para 37,7 bilhões atuais.

Esta publicação também garante que, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) do país, a inflação subiu apenas 2,7% em 2017, a mais baixa em dez anos, enquanto o mercado de trabalho se fortaleceu.

Por outro lado, numa entrevista feita ao líder boliviano pela BBC World , Evo comentou que uma das batalhas vencidas por seu governo foi o fato de que por três ou quatro anos consecutivos sua nação foi a primeira quanto a crescimento econômico em toda a América do Sul. «Isso nunca aconteceu desde a fundação da República», reafirmou.

Outra das grandes realizações sob sua liderança tem sido a redução do setor mais desprovido de recursos. Segundo a Telesur, em 2017, a Bolívia fez esforços consideráveis para reduzir a pobreza, caindo para o seu nível histórico mais baixo, em 36,4%.

A renda mínima aumentou para 127% e o salário mínimo dos trabalhadores é o segundo melhor da América Latina.

Mas a população não só se beneficiou em questões econômicas. Como o presidente boliviano nos conta naquela entrevista: «O setor mais humilhado e marginalizado, que era o das mulheres de todas as classes sociais e indígenas, agora tem espaços no Estado Plurinacional».

«Todos nós temos os mesmos direitos e deveres “, enfatizou.

Segundo o analista Hugo Siles, «a história contemporânea da Bolívia está dividida em duas: antes e depois de Evo Morales». Além disso, ele enfatiza para o La Nación que «a Bolívia mudou substancialmente na última década, há um antes e um depois de Evo Morales». É uma nação muito diferente social, econômica e politicamente. A chegada de Morales implicou uma mudança de 180 graus em questões como a gestão de recursos naturais e a inclusão dos povos indígenas».

Ao mesmo tempo, Siles reconhece que ainda há muito a ser feito, especialmente em questões relacionadas com as reformas ou mudanças no sistema judicial e maior reco-nhecimento da população LGBT.

Esse homem simples, de família humilde, que teve que trabalhar como pedreiro, padeiro e trombeteiro para pagar seus estudos, foi considerado terrorista e demonizado pela oposição para refrear suas aspirações políticas. No entanto, em 2005, ele venceu as eleições presidenciais com 53,7% dos votos, apoio que continua crescendo em nossos dias.

3.000 centros públicos de saúde: Depois que Evo Morales ocupou a presidência, a Bolívia conta até à data com 3.000 centros públicos de saúde de primeiro nível e mais de 200 no atendimento secundário, em todo o território nacional, segundo a ministra da Saúde, Ariana Campero.

85,2 % da população tem água potável: Foi garantido o acesso da água potável à população que em outros tempos viveu até uma «Guerra da Água».

1.4 milhão de títulos de terras: Entregues aos camponeses e indígenas da Bolívia.

900.000 pessoas idosas recebem a «Renda da Dignidade», graças a um investimento de mais de US$ 2,9 bilhões.

14% do orçamento  é destinado pelo governo boliviano para a educação.

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