Hoje na História: CIA por trás do assassinato da primeira ministra indiana Indira Gandhi?

Indira Priyadarshini Gandhi foi uma das mais importantes líderes populares da Índia. Primeira-ministra entre 1966 e 1977 e 1980 e 1984.

Reeleita em 1971, depois de campanha feroz nos moldes de sua conhecida plataforma socialista com o slogan célebre (garibi hatao ou expulsar a pobreza), adquiriu capital político com os êxitos da Guerra Indo-Paquistanesa de 1971, contra o vizinho Paquistão (apoiado pelos Estados Unidos), em Bengala do Leste, onde a intervenção da Índia permitiu aos separatistas locais coroar sua própria guerra de independência de nove meses com a criação de uma república independente, o Bangladesh.

O presidente estadunidense Richard Nixon numa mensagem para Indira, despachou o porta-aviões USS Enterprise para a baía de Bengala, mas o exército indiano em breves dias já terminara seus assuntos no Paquistão do Leste. Além do mais, a União Soviética tinha oferecido auxílio, em caso de confrontação com os Estados Unidos.

Indira visitou o Brasil em 1968.

Após a derrota nas eleições de 1977 para Morarji Desai, sua carreira parecia estar encerrada, mas em 1979 a sua tendência no Partido do Congresso reelegeu-a e ela governou até ser assassinada, em 1984, por um extremista sique.

Em 1984, foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz. O seu filho mais velho, Rajiv Gandhi (1944-1991) sucedeu-lhe como primeiro-ministro.

O assassinato ocorreu às 9:30 de 31 de outubro de 1984 em sua residência em Safdarjung Road, Nova Déli. Gandhi foi morta por dois de seus seguranças, integrantes da seita sique. Assassinada por Satwant Singh e Beant Sing. Beant, que trabalhava há dez anos como segurança da primeira-ministra, ele foi morto no mesmo dia por outros seguranças, enquanto que Satwant foi condenado à pena de morte, sendo executado em janeiro de 1989. Os jornais indianos relataram que o assassinato foi realizado por extremistas que lutavam contra o governo no Estado de Punjab.

Após o seu assassinato, a URSS apresentou um relatório mostrando que a CIA discutiu a morte de Indira Gandhi dois anos antes de acontecer, relacionando a agência americana ao assassinato da primeira ministra.

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Em uma reportagem de 1984 do Washington Post, o jornal afirmou:

“A imprensa soviética de hoje insinuou amplamente o envolvimento da CIA no assassinato do primeiro-ministro indiano Indira Gandhi.

Os relatos da imprensa não faziam acusações diretas, mas diziam que “forças reacionárias” estavam por trás do assassinato em Nova Delhi.

Estas referências foram combinadas com artigos acusando a CIA de organizar outros assassinatos ao redor do mundo e, juntos, apontaram para uma tentativa da máquina de propaganda soviética de insinuar cumplicidade dos EUA na morte de Gandhi”.

O Partido Comunista, à época, elaborou um artigo intitulado “Terrorismo: a Política de Washington”, mostrando “atividades em larga escala da CIA” em que apoiavam separatistas Sique em uma operação chamada “Projeto Brahmaputra”.

Sob o governo de Gandhi, a Índia foi um dos aliados mais confiáveis da União Soviética no mundo não-comunista.

“Não devemos nos lamentar pelos homens de grandes ideais que se foram. De outra maneira, deveríamos, sim, nos alegrar porque tivemos o privilégio de tê-los conosco, inspirando-nos pela sua radiante personalidade”, Indira Gandhi .

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