Hoje na História: atentado do IRA contra Margaret Thatcher

Via cliohistoriaeliteratura

No dia 12 de outubro de 1984, há 36 anos, ocorreu um atentado para vitimar a então primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Hilda Thatcher. Uma bomba relógio de longa duração foi colocada em um dos quartos antes de sua chegada. Nesse dia o hotel sediou o congresso do Partido Conservador e vários figurões da política inglesa estavam presentes. A bomba explodiu porém Thatcher não foi atingida diretamente, somente seu banheiro ficou destruído. Ao total foram 4 mortos e 34 feridos. O IRA (Exército Republicano Irlandês), assumiu a responsabilidade pelo atentado, reivindicando a independência do país.

A Irlanda é oficialmente anexada à Inglaterra em 1801, porém desde o Séc. XII é um domínio Inglês e resiste desde então à tentativa de colonização e doutrinação religiosa protestante inglesa. Em 1920, a Irlanda é dividida em duas partes e a região norte do país continua sob domínio britânico. A história da ocupação do país é repleta de massacres, guerras, expropriações e rapina das riquezas do povo irlandês. A então primeira-ministra Thatcher – conhecida como Dama de Ferro – recrudesceu a repressão aos trabalhadores de todo o Reino Unido. Neoliberal convicta, adotou uma série de medidas que foram desde o arrocho salarial à destruição dos serviços públicos, além de ser radicalmente contra a independência da Irlanda do Norte.

O IRA foi criado oficialmente em 1919 e se mantém na ativa até os dias de hoje. Seu período de maior atividade se dá nos anos sessenta, com uma série de ações armadas e a luta anti-tratado de Belfest. Apesar de seus métodos controversos, o IRA e outros grupos representam a luta anti-imperialista, nesse caso dirigida ao maior império que o mundo já viu. Como bem colocou psiquiatra e intelectual marxista Frantz Fanon, a violência dos oprimidas – contra violência – é um ímpeto de recobrar a própria humanidade.

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