Moscou e Pequim convidam agências espaciais para a construção de uma estação de pesquisa na lua

via RT

Há dois meses, a Rússia e a China assinaram um acordo para criar uma estação internacional de pesquisa lunar, no que foi visto por muitos como uma mudança para longe da NASA. Agora, Moscou e Pequim convidaram outras nações a aderir também ao projeto.

Falando à agência de notícias TASS de Moscou, o vice-diretor da agência espacial russa Roscosmos Sergey Savelyev revelou que, ao lado da Administração Espacial Nacional chinesa, havia enviado convites a outros países para fazer parte da estação internacional de pesquisa lunar.

Enviamos convites para cooperação… a vários de nossos distintos parceiros, incluindo, por exemplo, a Agência Espacial Européia“, disse Savelyev. Ele não nomeou a NASA.

O GLEX é a Conferência Global de Exploração Espacial, a ser realizada em São Petersburgo este ano. Era para ser realizada em junho de 2020, mas foi adiada por um ano devido à pandemia de Covid-19.

“Como parte das reuniões bilaterais ‘à margem’ do GLEX, planejamos obter a primeira reação de nossos colegas aos convites enviados”, acrescentou ele.

O acordo entre a Rússia e a China foi assinado em 9 de março, quando revelou que as duas nações construiriam uma instalação na Lua com um “complexo de instalações experimentais e de pesquisa”, com vistas a uma eventual presença humana.

O acordo firmado por Moscou e Pequim não é a primeira vez que as duas capitais fazem um acordo centrado no espaço. Ambos os países assinaram um programa de cooperação espacial em 2017, que deverá durar até 2022.

Entretanto, de acordo com o chefe Roscosmos Dmitry Rogozin, a estação internacional não se trata de cortar os Estados Unidos, mas sim de uma completa inclusividade. Em março, um artigo no Washington Post chamou a estação lunar proposta de “um sinal ameaçador para o Ocidente”.

“Isto não é verdade”, escreveu Rogozin no Twitter. “Os planos da Rússia e da China na Lua estão abertos a uma ampla participação internacional”. Não se trata de confronto, mas de cooperação na exploração da Lua”.

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