A PAZ ENTRE OS COREANOS NÃO INTERESSA AOS EUA

Luã Reis – Delegações das duas Coréias se encontraram na zona desmilitarizada na fronteira entre os dois Estados. O diálogo retoma após dois anos de tensões crescentes: estabeleceu-se a participação da Coréia do Norte nos Jogos Olímpicos de PyeongChang, na Coréia do Sul. Os delegados da norte-coreanos, na coletiva de imprensa, se referiram aos sul-coreanos como “irmãos”, afirmando que o “inimigo” é os EUA, com a ostensiva presença militar que ameaça toda região.

A aproximação entre a dividida Coréia interessa, antes de tudo aos coreanos. A conservadora e belicista Park Geun-hye, impedida após escândalos bizarros, deu lugar ao progressista e pacifista Moon Jae In, cuja eleição expressa o desejo de paz da população da Coréia do Sul. Da mesma forma que a presença militar americana é cada vez mais rechaçada, exemplificado pelos grandes protestos contra o escudo antimíssil instalados na Coréia do Sul, que servem para a proteção dos americanos.

A história moderna da Coréia é marcada pela dominação imperialista, atroz, sanguinária realizada pelo Japão durante quase cinquenta anos. O Japão é governado pelo nacionalista belicista Shinzo Abe, que recentemente não chegou a acordo sobre a reparação relativa a escravidão sexual cometida pelo exército imperial japonês durante o período. Há uma reivindicação semelhante por parte da China também relativa a invasão japonesa no país.

Portanto, os coreanos do Norte e do Sul querem a paz na península, como interessa também a China. Mas para isso é necessário que os EUA diminua ou até mesmo extingue as bases militares na Coréia, o que é desejo dos povos coreanos e chineses. Mas contraria o complexo militar-governamental do imperialismo americano

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