A MANIPULAÇÃO DO BANCO MUNDIAL CONTRA A DEMOCRACIA CHILENA E O 2018 NA AMÉRICA LATINA

Luã Reis – Agências de inteligência americana alegam que organizações ligadas ao governo russo teria patrocinado postagens e fake News contra a democrata Hillary Clinton. Longe de provar a tal participação russa, o escândalo ilustra aquilo que se sabe há muito: governos e entidades estrangeiras tentam definir os rumos da políticas internas. Se a nação mais rica e poderosa da terra está sujeita a essa atentado, o que dirá dos países pobres?

Essa semana o Banco Mundial admitiu que manipulou dados relativos a economia e indicadores sociais, visando prejudicar explicitamente a presidenta de esquerda, Michelle Bachelet. Durante o primeiro mandato da socialista, os indicadores do Banco Mundial apontavam negativamente, quando o bilionário direitista, Sebastian Piñera, dono de emissoras de TV, tomou o poder os indicadores subiram; por fim, no outro mandato de Bachelet, novamente queda nos índices, ainda maior. Piñera apresentou os dados exaustivamente na propaganda, afirmando que tal análise negativa era fruto da má gestão de Bachelet. Hoje, a instituição financeira admite que manipulou os dados no Chile com “motivação política”, leia-se influenciar na eleição.

Em novembro do ano passado, o mesmo Banco Mundial realizou um “estudo” defendendo a antipopular reforma da previdência patrocinada pelo governo Temer. Cabe a pergunta: esse estudo do Banco Mundial não teve também “motivações políticas”?

2018 terá eleições em três países fundamentais da América Latina: México, Venezuela e Brasil, além do Paraguai e da Costa Rica. Em todos os cinco casos, candidatos não alinhados com o capital financeiro internacional despontam como favorito. Após sucessivas derrotas, geradas pela crise financeira que ela mesma gerou, a banca internacional vai jogar duro contra a soberania e a democracia do países latino-americanos, utilizando todo tipo de manobra suja. Diferente da interferência russa nas eleições americanas, os ataques dos organismos financeiros internacionais contra a América Latina é um caso com fartas provas, abundante documentações e até confissões explícitas, que rendem lucros aos bancos e deixam um rastros de sangue e miséria para as populações.

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