Greves e protestos de trabalhadores no Peru

Luã Reis – Trabalhadores do Peru realizam mobilizações hoje por direitos, emprego e contra a gestão do governo diante da pandemia. Os Sindicatos da construção civil de todo o Peru convocaram uma manifestação hoje (23/06) para reivindicar um auxílio para suas famílias diante da pandemia. A organização dos motoristas de transporte privado de ônibus e micro-ônibus de Lima iniciou uma greve por tempo indeterminado exigindo subsídios, diante da redução generalizada de salários.

O Peru é um dos países mais atingidos pela pandemia do Coronavírus na América Latina. Mais de 257.447 foram infectados e mais de 8000 peruanos morreram. Em números absolutos, o Peru só fica atrás do Brasil de Bolsonaro. O governo direitista de Martin Vizcarra não conseguiu controlar a pandemia: em mais de uma oportunidade os trabalhadores de saúde protestaram pelos hospitais sobrecarregados, a falta de equipamentos e insumos básicos. Médicos e enfermeiros também denunciam que há enorme subnotificação.

O governo também não oferece perspectivas para a economia que já caiu 13% nos primeiros quatro meses do ano, além de culpar o confinamento pela crise. Segundo a ministra de Economia, María Antonieta Alva, os mais de dois milhões de desempregados no Peru são por culpa do confinamento. O Banco Central do país prevê a pior queda de economia peruana em 100 anos.

Nesse cenário devastador, o congresso peruano aprovou medidas que permite a demissão sem compensação, provocando a revolta de boa parte da população. As centrais sindicais convocaram atos, os trabalhadores peruanos reivindicam:  

– O subsídio de serviços públicos, água e eletricidade.

– Revogação da suspensão perfeita do trabalho (neste ponto, grandes empresas e pequenas empresas podem suspender trabalhadores sem qualquer remuneração, beneficiando assim os empregadores)

– Bônus universal para todas as famílias.

– A luta também é pela saúde, pelo trabalho e pela comida.

A luta dos trabalhadores organizados peruanos se soma à outras iniciativas de trabalhadores na América Latina. Chilenos, bolivianos e colombianos já foram para às ruas para combater a administração de governos direitistas na pandemia. Para o dia 1º de julho está marcada uma greve de entregadores de aplicativos em todo Brasil. Se vislumbra um ciclo de mobilizações em todo continente.

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